A ESPIRITUALIDADE PODE RESOLVER A VIOLÊNCIA?
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Palavras-chave

violence
spirituality
nonviolence
comparative religion
structural violence

Como Citar

A ESPIRITUALIDADE PODE RESOLVER A VIOLÊNCIA? (2026). Isagoge - Journal of Humanities and Social Sciences, 6(1), e323. https://doi.org/10.59079/isagoge.v6i1.323

Resumo

Este artigo examina se a espiritualidade pode resolver a violência, percorrendo o modo como um amplo conjunto de tradições — hinduísmo, budismo, taoísmo, paganismo pré-cristão, zoroastrismo, judaísmo, cristianismo e islamismo — nomeia a violência, explica sua origem e propõe caminhos para sua superação. A análise se desenvolve em dois movimentos: um levantamento comparativo do diagnóstico e do remédio de cada tradição e uma crítica filosófica de suas contradições internas e de sua instrumentalização histórica, das cruzadas à violência jihadista. Situa a violência no quadro do Estado e do poder político, argumentando que a violência estrutural excede aquilo que a consciência individual, por si só, pode enfrentar, e adverte contra o desvio espiritual (spiritual bypassing) como forma de evitar a injustiça. Ponderando sete contribuições da espiritualidade — inclusive sua capacidade, quando organizada, de tornar-se uma força política, como mostraram Gandhi e Martin Luther King Jr. — diante de cinco limitações, o artigo conclui que nenhuma tradição resolve a violência: cada uma apenas a administra. O progresso genuíno exige uma espiritualidade que desça da pacificação interior para a ação coletiva e socialmente engajada.

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