Resumo
Nosso debate perpassa o conceito de Estado, segundo o autor alemão G.W.F. Hegel, ao transitar pela crise da filosofia na modernidade, causada pelas correntes empiristas e racionalistas. A concepção de Estado em Hegel, afastando-se de um idealismo platônico ou do caráter instrumental de Aristóteles, ganha uma perspectiva abrangente ao englobar diversas engrenagens que culminam na liberdade. Em nosso trabalho, busca-se uma exposição sistemática daquilo que o autor compreendeu por Estado, na qual a liberdade se correlaciona e torna-se conseqüência inevitável da eticidade. Para isso, utilizamos uma revisão de literatura que abranja os conceitos principais do autor alemão, traçando vias que possibilitem a interlocução de literaturas que dissertam sobre o tema. Da mesma forma, a finalidade do opúsculo recai na compreensão do Estado como instrumento que resguarda e possibilita o desenvolvimento integral do homem, como um dos fatores culminantes da filosofia política de Hegel. Observando o Estado como efetivação ética nos individuos, em Hegel, constatamos que o pensamento hegeliano parece retratar não só o Estado moderno, mas também o contemporâneo.
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