Resumo
Se, como Santo Agostinho sugere, a concepção poemática de tempo como distentio animi que encontramos na célebre passagem do livro XI de Confissões (“Vou cantar um cântico que aprendi de cor... / dicturus sum canticum, quod novi”) puder ser amplificada e aplicada a toda a história dos filhos dos homens, como o próprio Agostinho nos sugere de imediato — “[... ] E o que sucede no cântico na sua totalidade, sucede em cada uma das suas partes e em cada uma das suas sílabas; sucede igualmente numa acção mais longa, da qual, talvez, aquele cântico seja uma pequena parte; sucede ainda na vida do homem, na sua totalidade, da qual são partes todas as suas acções; isto mesmo sucede em todas as gerações da humanidade, de que são parte todas as vidas dos homens.” (Confessiones XI, 28, 38) — tal mudança e alargamento de escala tem sérias consequências no que tange à constituição de uma Teologia da História.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Copyright (c) 2023 Journal of Teleological Science