Resumo
Poucas palavras foram tão injuriadas na crítica e teoria literária dos anos oitenta, noventa, e no início do século como “teleologia”. Parece estranho quando você se lembra que teleologia - derivada do mundo grego τέλος, “fim” ou “propósito” - significa simplesmente interpretar as coisas em relação ao seu possível objetivo ou resultado. É difícil imaginar ler um romance sem considerar sua conclusão, ou um soneto sem considerar o que sua volta parece fazer. Como observa Eagleton, não se pode interpretar (muito menos formular) políticas sem abordar a questão do propósito, os fins desejados, bem como os meios pelos quais esses fins podem ser alcançados. Em nosso momento atual, enquanto nos debatemos com o problema da mudança climática e da ação coletiva, enquanto lutamos para descobrir para qual mundo estamos nos dirigindo, a questão dos fins nunca foi sentida como tão importante.

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